tantas marias e milhares carminhas

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Blog EntryDia 08 de março: Dia Internacional da MulherMar 8, '08 3:18 PM
for everyone

Feliz dia da mulher para nós, mulheres brasileiras, e também para todas mulheres de qualquer nacionalidade.

Apesar de estarmos no século 21, muitas mulheres sofrem tratamento diferente dos homens, seja por questões religiosas, culturais ou por preconceito.

Vou usar como exemplo o livro "A Cidade do Sol" de Khaled Hosseini que conta a estória de duas mulheres afegãs que enfrentam o grande peso de ser Mulher num país em crise. Mariam e Laila tem exatos quinze anos que as separam, mas são unidas pelas adversidades da vida. Casadas com o mesmo homem (países muçulmanos permitem o casamento com mais de uma mulher), elas enfrentam a mesma rotina de cuidar da casa e também de apanhar do marido. E em volta disso tem a guerra. Um país arrasado pela guerra que durou mais de dez anos contra os soviéticos e depois continuo com os talibãs... Elas a cada dia perdem os dentes mas não a dignidade e desenvolvem uma ligação afetiva forte, como se fossem mãe e filha. E com o ponto em comum de serem as duas orfãs...

O ponto alto do livro é quando Laila descobre que esta grávida do marido. Ela de imediato rejeita a criança. Pensa em agredir o marido inconscientemente. Seu marido é traumatizado pela perda do filho do primeiro casamento, sendo esse um sonho frustrado de ser pai de um belo varão. O pequeno morreu afogado, o pai que deveria olhá-lo pegou no sono devido aos excessos com o alcool naquele dia de festa. Mas voltando a Laila... Ela estava pronta e nao queria aquele bebê... Não amava o seu pai e também não amava a criança. Ela já estava pronta e o instrumento seria um aro de bicicleta. De olhos fechados, Laila se preparava para sentir a dor. Entretanto, nesse momento algo iluminou seu espírito. Ela não iria matar aquela criança como um dia mataram seus pais e toda a sua família, e junto com eles todos os seus sonhos. Ela nao estaria fazendo a mesma coisa que os homens? Que agridem quando não conseguem encontrar o equilíbrio nas relações. Da rejeição, Laila passou a amar seu filho. Decidiu tê-lo e o educaria para que ele soubesse valorizar e respeitar a mulher. Se esforçaria e faria a sua parte na construção de um mundo melhor. Nove meses depois, ela deu a luz a um menino. No hospital feminino (até nisso havia separaçao), ela passou por uma cesariana sem anestesia e mesmo assim preferiu sentir dor do que deixar seu filho morrer.

Essa pode ser uma estória "ficticia", no entanto deve ser a realidade de muitas mulheres nos quatros cantos do planeta. Hoje é o nosso dia, mulheres, e vamos fazer dele todos os nossos dias! O PODER é nosso!!


PODER de MUDAR o mundo usando nosso diferencial: a capacidade única de AMAR!!!


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